quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Benefícios da atividade física para quem tem diabetes


Especificamente em relação ao diabetes, o exercício físico melhora o aproveitamento da glicose pelos músculos, reduzindo muitas vezes as doses dos medicamentos utilizados e ajudando a prevenir problemas associados ao diabetes, como alterações na retina, vasos sanguíneos, nervos, rins e coração.
Num trabalho recente realizado no Centro Médico Universitário de Leiden, na Holanda, foi comprovada, através de ressonância magnética, uma redução da gordura ao redor de órgãos como coração, fígado e rins em 12 pacientes com diabetes tipo 2 (quando não há necessidade do uso de insulina para o controle da doença) secundária ao exercício físico. A redução deste tipo de gordura está associada a uma menor ocorrência de complicações do diabetes como o infarto do miocárdio. É importante que o diabético converse com seu endocrinologista sobre os exercícios que já realiza ou pretende iniciar, pois muitas vezes serão necessários ajustes na dosagem de insulina e dos medicamentos orais comumente utilizados.

Recomendações gerais

Se considerarmos o exercício físico como um “medicamento” a ser utilizado pelo diabético, ele terá uma “dose ideal” para cada pessoa. Genericamente recomenda-se que sejam realizados exercícios de 30 a 60 minutos por dia, cinco a seis vezes por semana, de intensidade leve a moderada. Esta intensidade normalmente é determinada através de uma consulta médica especializada e de um teste ergométrico (eletrocardiograma de esforço) para que sejam determinados limites adequados para cada indivíduo.
Dá-se preferência aos exercícios aeróbicos, aqueles que podem ser mantidos por um período de tempo relativamente longo e que movimentam grandes grupos musculares como os encontrados nas coxas, pernas e braços. São exemplos destes exercícios a caminhada, corrida, natação, hidroginástica e ciclismo. Esses exercícios além de melhorarem o aproveitamento da glicose reduzem a chamada gordura visceral que é aquela encontrada ao redor de órgãos como coração, fígado e rins.
Um grande abraço e até a próxima,

Professor Eduardo Prosdocimi
CREF 044742- G/RJ

Fonte: https://bikeaospedacos.com.br/2018/09/11/beneficios-da-atividade-fisica-para-quem-tem-diabetes/

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A importância da manutenção periódica



Fazer revisões periódicas na bicicleta é essencial principalmente para diminuir os riscos de acidentes, falhas ou quebras durante o uso da bike. Isso porque, as revisões são responsáveis por controlar o desgaste do conjunto de rolamentos, freios, corrente e engrenagens.

Segundo especialistas a primeira revisão deve ser realizada assim que a bicicleta é montada, ou seja, no ato ou antes da própria compra.

As revisões devem ter uma periodicidade controlada pela quilometragem em bicicletas não equipadas com elementos hidráulicos (freios ou suspensões).

O intervalo pode variar entre 100 ou 200 km para bicicletas utilizadas em terreno não pavimentado ou em torno de 500 a 700km para bicicletas de estrada. Todavia, o uso em cidade requer um intervalo de manutenção mais curto, por volta de 300 km, devido à diversidade de topografia encontrada em algumas cidades, a variação de velocidade e a condição da pavimentação das nossas ruas.

Para as bicicletas, as revisões são preventivas, corretivas e preditivas.

Manutenção preventiva (revisões e lavagens) – a bicicleta tem todos os seus pontos móveis desmontados, limpos, inspecionados e lubrificados com o lubrificante especificado pelo fabricante.

Manutenção corretiva – o componente que possui uma falha parcial ou total é substituído. Normalmente esse tipo de manutenção é subsequência da negligência do usuário às recomendações de uso e manutenção da bicicleta pelo fabricante. Exemplo: um pneu que furou porque o usuário passou sobre pedaços de vidro.

Manutenções preditivas – consistem na substituição de elementos propensos à falha durante o uso ou que estejam com a sua vida útil próxima do ponto de substituição. Exemplo: substituição de uma peça por recall, após testes de longa duração realizados pelo fabricante.

É importante que você tenha sempre um mecânico e uma oficina de sua confiança.



Fonte: indybike

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Como pedalar com segurança nas ruas



Como pedalar com segurança nas ruas
Quem tem uma bike sabe que pedalar pelas ruas exige muitos cuidados. Não importa se você usa a bicicleta como meio de transporte regular ou apenas esporadicamente. Na hora de colocar a bike na rua, é preciso tomar várias precauções para aumentar a segurança. Confira a seguir algumas dicas:

Uso do capacete
Ele não é obrigatório, e seu uso não é uma “carta branca” para cometer abusos. Pedalar com prudência é muito mais importante que usar o capacete. Mas ele é um acessório de segurança imprescindível, pois acidentes podem ocorrer, por mais cuidadosos que sejamos. O capacete protege contra traumas no crânio e já ajudou muita a gente a não ter sérias lesões.

É importante que o capacete seja de qualidade, pois há modelos, baratos demais, que não são feitos de um material totalmente seguro. Escolha um modelo que se ajuste bem à sua cabeça, sem folgas. Ele é um elemento essencial de segurança passiva. E evite debochar de quem os usa. Respeite os cuidados que cada ciclista responsavelmente assume.

Iluminação
É muito importante que o ciclista lembre-se dessa regra de ouro: sempre é essencial ser visto no trânsito. Por isso, instale luzes de sinalização em sua bike: na cor branca, à frente, e vermelha, atrás (dessa maneira, para que as pessoas entendam em qual sentido você está pedalando).

E ao acender as luzes, escolha o modo piscante, pois elas chamam mais a atenção dos motoristas no trânsito. Faça o possível para tornar-se visível, sobretudo à noite. A instalação de outras luzes reflexivas na bike também é recomendável.

Outros acessórios
Luvas são muito bem-vindas, pois elas têm várias funções: proteger as mãos em caso de queda, evitar ferimentos nas mãos devido ao contato excessivo com a manopla no guidão e até para proteger as mãos nos dias frios (elas podem enrijecer). Para este último caso, escolha as que têm dedos fechados. Mas, habitualmente, podem ser usadas luvas com os dedos abertos.

E devido ao vento no rosto, os óculos são importantes para proteger os olhos contra a poeira, partículas no ar e até contra insetos. De fato, a perda parcial da visão, por um motivo desses, pode levar a uma situação de alto risco.

Evite andar na contramão das vias
Não ande de bike pela contramão. Os principais motivos são simples: os motoristas e os pedestres não olham no sentido contrário quando estão na rua. Pedestres atravessam as ruas olhando para o sentido de onde vêm os carros; motoristas que saem de garagens não olham na contramão para ver se vem algum veículo; um carro que faz uma conversão à direita não espera se deparar com um veículo na contramão; um motorista que estacionou o carro só olha no retrovisor para ver se pode abrir a porta.

Em resumo: no trânsito, as pessoas espontaneamente olham para o sentido da mão da rua para checar se há movimento. Andando na contramão você surpreenderá as pessoas e poderá envolver-se em acidentes. Sem falar que, ao andar na contramão, em um eventual choque a sua velocidade se somará à do veículo no sentido oposto, aumentando a gravidade da colisão.

Fique longe das portas dos carros estacionados
Muitos motoristas abrem repentinamente as portas dos seus carros, sem olhar. E mesmo quando olham, muitas vezes – especialmente à noite – pode ser difícil visualizar uma bike se aproximando. Por isso, recomenda-se que você guarde uma distância de cerca de um metro em relação aos carros estacionados. Use a faixa seguinte, se for preciso. Não seja surpreendido, pois, por mais que prestemos atenção, nem sempre conseguimos visualizar a movimentação nos carros.

Ande à direita, mas não junto à calçada
Nas ruas, é melhor andar na faixa da direita, onde normalmente circulam os veículos mais lentos. Mas pode ser perigoso andar muito junto à sarjeta. Os carros podem querer te ultrapassar mantendo-se na mesma faixa – e passarão muito perto de você, dando grandes sustos ou até mesmo provocando choques.

Pelo Código de Trânsito, os motoristas devem passar a 1,5m de distância lateral de uma bike, mas são pouquíssimos os que conhecem a lei ou que a respeitam. O certo é que um motorista mude de faixa ao ultrapassar uma bike. Por isso, ande à direita, porém não junto à sarjeta, e nem no meio da faixa. Ande há cerca de meio metro do meio-fio para você ter espaço para desviar de algum eventual obstáculo.

Sinalize sempre
É muito importante informar aos motoristas o seu caminho, para que eles possam prever por onde você vai andar. Informe se você fizer uma conversão à direita ou esquerda, se vai seguir em frente em um cruzamento, peça passagem, dê passagem, enfim, sinalize sempre as duas decisões para facilitar a segurança de todos.

Gentileza gera gentileza
Custa a muita gente ser gentil, mas em geral as pessoas são mais tolerantes quando você gesticula, cede a passagem, agradece quando te deixam passar, sorri… enfim, gentileza gera gentileza. Procure interagir educadamente com os motoristas para criar um ambiente mais saudável no trânsito.

Deixa a calçada para os pedestres
De acordo com o Código de Trânsito, a calçada é exclusiva para pedestres. Se você precisar cruzar uma calçada por qualquer motivo, o certo é desmontar da bike. Lembre-se que as pessoas não esperam encontrar uma bicicleta na calçada. Você pode se chocar com pedestres que se movem para o lado (pois eles não vão conseguir pressentir sua aproximação), você pode bater em carros saindo de garagens, fora o risco de assustar pessoas idosas – e até o de colidir com crianças desavisadas.

Evite, portanto, andar de bike nas calçadas. Elas são para os pedestres. Respeite-os, como você gostaria de ser respeitado nas vias.

Vias mais calmas e ciclovias
Se for possível optar por vias paralelas com menos tráfego, nem pense duas vezes e vá por elas. É muito mais seguro andar por ruas mais tranquilas. E se houver ciclovia no local, use-a. Por incrível que pareça, mesmo em locais com ciclovias, há ciclistas que insistem em ir pela rua, junto aos carros. A ciclovia é para você.

Antecipe ações
Por fim, tal como fazemos ao conduzir um carro no trânsito, procure antecipar as reações dos demais motoristas. Preste atenção a situações onde os motoristas podem repentinamente mudar de faixa (como quando uma das faixas fica bloqueada e os motoristas tendem a mudar para a seguinte).

Além disso, procure também antecipar as suas ações, evitando mudanças bruscas de trajetória, curvas repentinas, e todo e qualquer movimento que surpreenda quem está por perto. Pedale com calma e sem precipitações.

Fonte: indybike